"A grande espiral", de Bené Fonteles
Desde que se iniciou um processo de restauração da mata atlântica, da biodiversidade e dos processos naturais na Fazenda Serrinha, cada intervenção humana realizada ali é pensada, planejada e executada partindo da premissa de que seu resultado deve produzir o mínimo impacto sobre o ambiente – ou, preferencialmente, trazer-lhe benefícios.
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| "Laboratório da paisagem", de Bené Fonteles |
No que tange puramente aos componentes artísticos, um aspecto que merece destaque, por apontar para a contemporaneidade dessa produção, é o espaço que ela ocupa. Unidas a uma tradição que teve início nos anos 1960, as obras não se encaixariam nos espaços neutros dos museus e galerias de arte – os chamados cubos brancos –, demandando novas possibilidades de ocupação.
São trabalhos que ampliam as formas de recepção estética e se
abrem a relações múltiplas de interação não apenas com as pessoas, mas também
com todas as espécies animais e vegetais do entorno. Obras construídas
especificamente para aqueles espaços – site
specifics –, elas possuem caráter dinâmico e vivo, ao incorporar a ação do
tempo na sua constituição, que as assemelham a organismos vivos. Algumas são
permanentes; outras vão desaparecendo ao sabor das intempéries.
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| "Fértil", de Fernando Limberger |
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| Obra de Humberto Brasil |
O projeto incluirá um programa de formação de arte
educadores da rede pública municipal de ensino de Bragança Paulista e de visitação para alunos
das escolas municipais e
estaduais e faculdades de arte da região.




